A busca pela Ideia Perfeita

Processo de Ideação, Brainstorming, A busca pela ideia perfeita

Quando falamos em empreender, em construir uma marca do zero, logo surge a necessidade de transformar uma ideia em um negócio. Um negócio que nos dê liberdade financeira, de trabalharmos com o que gostamos, mais qualidade de vida, mesmo que algumas vezes (ou muitas) trabalhando até mais do que antes. Logo vem à cabeça que precisamos ser criativos para ter uma boa ideia.

MAS, DE ONDE VÊM AS BOAS IDEIAS? COMO NOS TORNAMOS CRIATIVOS?

Bora começar entendendo que a criatividade não é exatamente um dom, mas uma habilidade de usar todo o nosso repertório de experiências que adquirimos ao longo de nossas vidas.

As boas ideias não surgem a partir de um salamaleque mirabolante, elas se formam a partir da necessidade de resolvermos um problema.

Neste momento, muitas vezes instintivamente, buscamos em nosso repertório sensações que experimentamos por meio do tato, da audição, do paladar, da visão, assim como da convivência com amigos e família, com o dia a dia do trabalho, do que aprendemos em um curso, em um livro ou em um podcast. Enfim, em todas as dimensões que vivenciamos algo que nos remeta a este problema.

E quanto mais aprendemos a usar este repertório, mais nos tornamos criativos, capazes de resolver problemas das mais diferentes complexidades.

E O QUE ISSO TEM A VER COM A CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA?

Pensamos em tudo o que gostamos de fazer e o que realmente mandamos bem fazendo. É daí que percebemos a nossa paixão.

O passo seguinte é imaginar como podemos ajudar alguém a resolver um problema ou realizar um sonho por meio desta nossa paixão, e ainda sermos remunerados por isso.

Nesse momento de reflexão, buscamos ideias para materializar essa paixão dentro do nosso repertório de experiências, e assim começa a nascer uma marca.

No entanto, como funciona essa busca por novas ideias na prática?

Bora combinar uma coisa?!

Não existem ideias perfeitas, mas ideias que podem ser muito boas quando bem trabalhadas, assim como não existem ideias bobas ou ruins, talvez elas apenas não estejam no momento de serem realizadas!

Uma ideação segue o princípio de um brainstorming – aquela atividade em que exploramos novas possibilidades a partir ideias do nosso imaginário e da nossa experiência – adotando exatamente este conceito de que todas as ideias precisam ser ouvidas e analisadas.

Existe até mesmo uma crença de que por trás de três “ideias bobas” surge uma ideia fantástica. Na verdade o que acontece é que quando você destrava a sua mente buscando respostas para um problema lá no seu repertório, as ideias não deixam de ser bobas, simplesmente porque nunca foram, apenas se tornam mais apuradas.

Para esse exercício mental de criatividade, existem diversas ferramentas para serem usadas individualmente ou em grupo.

Uma ferramenta bem bacana de se usar sozinho é a de quebra de paradigmas, onde nos questionamos a partir do problema escolhido.

Fazemos perguntas como:

– Por que se faz isso deste jeito?

– Quando se decidiu que essa era melhor forma de se fazer isso?

– O que aconteceria se fosse feito de outra forma?

– Como eu poderia fazer isso de forma diferente do que é hoje?

– Por que as pessoas me pagariam por isso?

Pensando pela visão do empreendedorismo, estas perguntas nos fazem refletir sobre os problemas que o mercado possui, como a nossa concorrência atua sobre eles, como podemos entregar algo diferente e agregar maior valor a esta solução.

Outra ferramenta bastante eficaz são os mapas mentais, que funcionam como uma ideação a partir de ramificações de reflexões para solucionar um problema ou expandir a atuação de uma solução.

Mapa mental processo de  brainstorm

Por exemplo, podemos colocar um problema e desenvolver uma análise na forma de ramificações do tipo: quais os impactos sociais deste problema, quais os custos que este problema pode causar, quais as origens deste problema, e por aí vai.

E à medida que vamos expandindo essa análise do problema, conseguimos entender como resolvê-lo, trazendo novas ideias para a mesa, para desta forma formar uma “big idea” que servirá de espinha dorsal para a nossa marca que está sendo construída do zero.

É preciso entender que a ideação é mais do que colar post-it numa parede, rabiscar cadernos, ou ter conversas animadas com colegas sobre inovação e empreendedorismo. É também um processo de conexão, conosco e com quem possui um problema que desejamos resolver.

Ah, e um ponto fundamental dentro de um processo de ideação: ele precisa ser divertido!

Mesmo que esteja nessa jornada sozinho, crie dinâmicas que você goste de fazer, que te permita se divertir enquanto constrói a sua marca do zero. Porque se uma ideia já nasce com cara de problema… como ela poderia ajudar alguém?

Pense nisso!

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